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Aluguel de som para eventos - PENSOU EM FESTA LEMBROU DJ ODEON.

10:17:00, Posted by Dj Naldo, No Comment



Locção de som e iluminação para casamentos, formaturas, camarotes, 15 anos palestras e outros eventos.

Tel. (71)3462-1335
Cel. (71) 8110-0384

E-Mail: djodeon@hotmail.com

End. Trav. Canambi n°31 Boca do rio
Cep. 41710-720 - Salvador/BA

Uma realidae curiosa e interessante

22:40:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

Descriminação um fato ainda a ser estudar no Brasil

Bom antes de começar preciso lhes explicar oque é racismo historicamente.

O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foram utilizadas muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade.

Em bases fundamentadas nos princípios dos direitos humanos é distinto que todos os seres humanos nascem livres e iguais em diguinidade e direitos. Mas na prática isto não parece ser tão importante para alguns. É bastante comum ouvir que no Brasil não existe mas preconceito racial, isso é mentira! Só pelo fato dos burgueses não chicotearem mas os negros isso não quer dizer que não existe mas racismo pois ele está ai pior ou melhor não importa, Em 1888 a princesa Isabel declarou que os negros não eram obrigados a trabalhar de graça e serem humilhados de todas as formas pelos brancos. Realmente os negros não são mais chicoteados pelos brancos nem são obrigados a trabalhar de graça, nas escolas dizem que a abolição da escravatura foi muito comemorada pelos abolicionistas mas esta tal lei áurea foi como um contrato com cláusulas defeituosas, porque ela não obrigou os grandes senhores do café (que não eram lá grandes senhores de coisa alguma) a indenizar todos os escravos por todos os anos e por todas as humilhações que passaram enquanto eram escravos. Essa é fácil de responder o café era a principal e quase única fonte de renda do país se ela fizesse isso poderia quebrar de vez o país mas isso também é besteira ela não faria isso de forma alguma ela simplesmente só estava cedendo a preções que eu não vou entrar em detalhes pois não sou historiador.

Então cheguei à conclusão que a descriminação é um fato ainda ser estudado no Brasil.

O CONTEUDO DESTE ARTIGO NÃO É DE RESPONSSABILIDADE DO BLOG SE HOUVER ALGUM TIPO DE MANIFESTAÇÃO CONTRA O ARTIGO OS AUTORES DO BLOG NÃO DEVERÃO SER RESPONSABILIZADOS

PRÊMIO DYNAMITE DE MÚSICA INDEPENDENTE

21:17:00, Posted by Dj Naldo, No Comment








Prog. Evolução HipHop da 107.5 Educadora FM concorre ao

PRÊMIO DYNAMITE DE MÚSICA INDEPENDENTE

O programa EVOLUÇÃO HIPHOP da 107.5-Educadora FM esta concorrendo ao PRÊMIO DYNAMITE DE MÚSICA INDEPENDENTE na categoria PROG. RÁDIO OU EMISSORA, é o único programa de Hip-Hop em rádio do Brasil que está concorrendo, vamos fortalecer.

CONTO COM SEU APOIO, VOTE NO EVOLUÇÃO HIPHOP

Para votar é facil, entre no site e cadastre seu e-mail:
http://www.premiodynamite.com.br

Você ira receber uma mensagem em seu e-mail com sua senha e instruções para votação, vá na categoria PROG. RÁDIO OU EMISSORA e vote: Evolução Hip-Hop (Rádio Educadora FM 107,5 / BA)

Se você tem mais de um e-mail pode votar mais de uma vez, cada e-mail vale um voto. CONTO COM SEU APOIO, O EVOLUÇÃO HIP-HOP AGRADESCE.


Obs: No e-mail do YAHOO a mensagem do PRÊMIO DYNAMITE chega na pasta do Spam.

DIVULGUE PARA SEUS AMIGOS E APROVEITE E VOTE NOS ARTISTAS DO HIP HOP.


EVOLUÇÃO HIP-HOP, É COM ARRENTE MERMO !!!

PROGRAMA EVOLUÇÃO HIPHOP

Com produção, da Comunicação Militância e Atitude - CMA HIPHOP e co-produção da Rádio Educadora FM 107,5, o EVOLUÇÃO HIP-HOP tem caráter educativo, informativo e de entretenimento, com 100% Rap Nacional priorizando a produção do eixo norte-nordeste.

Você pode ouvir o programa ao vivo sintonizando 107,5 em 45 municípios da Bahia, ou pelo site www.educadora.ba.gov.br

Ligue (71) 3116-7409 só durante a programação! Indique uma música pra tocar nas edições seguintes, deixe um alô pra sua comunidade! Se tu é artista mande seu som pra gente!

Acesse a comunidade Programa Evolução HipHop no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41843878

Mais informações:
Tel: (71) 91510631 / Dj Branco
E-mail: cmahiphop@yahoo.com.br ou cmahiphop@hotmail.com

DEVEMOS APRENDER COM OS AMERICANOS?

20:48:00, Posted by Dj Naldo, No Comment





A visita do rapper Ja Rule ao Brasil foi bastante noticiada pelas mais diversas mídias do Brasil. Em meio a tantas badalações, tantos furos de reportagem a cerca do "astro" nova-iorquino, o jornal O Globo publicou uma entrevista produzida pela revista Magazine onde vários rappers e MCs fizeram suas perguntas "sem papas na língua", como fez questão de frisar o jornal. Sem papas na língua também foram as respostas que Ja Rule

O Hip Hop brasileiro foi - e ainda é - influenciado pelas raízes americanas. Contudo, a realidade das periferias daqui é bastante diferente das que existem por lá. Naturalmente as músicas se diferem em discurso. Por aqui, as músicas são mais politizadas. Por lá, não.

No Brasil podemos dizer que o rap passou por duas fases: pré e pós gangsta. Não vou entrar no mérito do "isso é bom ou ruim", mas o fato é que há cerca de dez anos atrás, no auge do "rap bandidão", os estilos brasileiro e americano se assemelhavam. No entanto, o rap brasileiro evoluiu bastante e em praticamente nada mais se parece com o rap de uns tempos atrás. As músicas deixaram de ser agressivas e violentas e passaram a retratar os problemas do dia-a-dia das favelas em um tom mais consciente e inteligente.

Por outro lado, não vejo evolução no rap americano. Há um bom tempo ele encontra-se estagnado. Atrevo-me a dizer que se algo mudou, foi pra pior. Raríssimas exceções por lá fogem a regra. Como falei no início, a realidade deles é completamente diferente da nossa. Enquanto aqui nós sofremos com a desigualdade social e retratamos isso em nossas letras, lá o maior problema deles é o racismo. Não que aqui nós não tenhamos esse problema, mas lá é mais agudo. Dessa maneira, a preocupação deles é passar mensagens do tipo: "olha aqui seu branquelo, eu tenho carro, dinheiro e mulher... e vc? o que vc tem?". E ficam sempre nessa mesmice...

Não quero aqui dizer que somos melhores que ninguém. Quero na verdade ressaltar que há um maior amadurecimento nos rappers brasileiros, apesar de todos os problemas que rondam o cenário nacional. Acredito que nenhum seja limitado e que todos ainda têm que melhorar em vários aspectos. Além dos assuntos corriqueiros, há uma infinidade de coisas que o rap pode retratar. Gog em uma de suas músicas toca nesse assunto: "...veja só onde chegou o pensamento do moleque: dizer que se acabar os problemas acaba o rap...".

Sobre as colocações de Ja Rule, concordo em alguns pontos. Poucos, mas concordo. A grande maioria do lixo produzido pelo rapper eu desprezo pelo simples fato de não ver embasamento lógico nas colocações. O que pude ver, na verdade, é um profundo desconhecimento do hip hop brasileiro.

Portanto, é necessário compreender as diferenças sócio-culturais existentes. Formular perguntas com base na nossa filosofia só vai gerar resposta nas mesmas proporções. O teor das perguntas, ao que pude compreender, são puramente regionalistas e não poderíamos esperar outro tipo de resposta. Só que a história já mostrou quem tem que aprender com quem.

Valorizemos o que é nosso!

Leia a entrevista do Ja Rule para o jornal OGlobo

Por: Fabrício Sousa


O conteúdo deste texto é de responsabilidade de seus autores e não reflete necessariamente a posição do site.


Fonte: Cultura hip hop
deu. Sei que muita gente agora está se doendo pelas palavras do rapper, mas venhamos e convenhamos, as perguntas feitas deram margem para respostas desse calíbre. No meu ponto de vista, as perguntas não foram oportunas.

Assista ao video de afro jow M.I.P Made in periferia

11:52:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

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CMA Hip Hop

21:58:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

Espaço - CMA INFORMA

Big Bang - Trilha sonora de um coveiro amador


"Muleque bão arrimo de família assassinado igual um cão"
Racionais Mcs

A imprensa da Bahia e a imprensa nacional deram ampla cobertura à "Operação Big Bang" comandada pelo Ministério Público e pela Secretaria de Segurança Pública. Deixaram de fora a secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Dra. Marilia Muricy , aquela do episódio do Procon.

Supostamente desarticularam uma facção criminosa existente no interior da Penitenciária Lemos Brito. O debate com Dra. Marilia é esse: " se ela sabia ou não". Ela mostrou-se magoada com o que qualificou de "problema diplomático", mas continua firme no cargo.

Do lado de fora da corte , na vida real dos pretos e pretas, os grupos de extermínio, de oficiais e pára-oficias continuam operando. Ceifando vidas , impondo o terror, o medo e a morte às comunidades negras em Salvador e Região Metropolitana.

Muitas mortes em três chacinas nos bairros de Mussurunga, Uruguai e Pau da Lima. Isso não gera reportagem especial, não vira debate nacional, não movimenta esforços de especialistas que tagarelam demasiado nos programas de TV durante a "Operação Big Bang". Aliás, o som sinistro ouvido por um moleque de 25 anos em Pau da Lima(?)

Ontem, enterramos mais um, coberto de flores, num caixão de madeira. Foi sepultado por seus pais no Cemitério Quintas dos Lázaros. Da vila é um radialista comunitário, respeitado pelo pessoal do Samba e militante de causas populares. Levou o corpo de seu filho à tumba em silêncio, sem chorar, fumando pacas. Como eu.

A mãe do cadáver precoce despencou nos braços dos parentes. Em desespero, ela apenas oferecia lágrimas para acalmar a alma do filho que foi devidamente encomendada por uma senhora que orava serena pedindo perdão a Deus para os assassinos " que não sabem o que fazem". Fé é necessário nessas horas.

Mais uma vez a imprensa,(des)informada pelas agências de segurança do sistema penal anota em seus editorias tragédias atribuídas à guerra do tráfico. Os traficantes mesmo não se pega. Tão tomando Wisk numa cobertura, acariciando os cachos louros do filho.

Não analisam as características das execuções e vão etiquetando as comunidades.

Vamo lá: Homens mascarados, portando armas de grosso calibre e coletes a prova de bala. Os caras vão de fuzil detonam tudo na quebrada.Se fosse ladrão, gastava bala no carro forte. A cena é essa. A inteligência policial na Bahia é seletiva,só apura e prende gente preta deserdada. E ali mesmo executa. Impunidade é isso mas estamos preocupados com geladeira em cela.

Os grupos de extermínio que atuam desde o regime militar continuam operando, passaram protegidos pela política criminosa do carlismo e vão agora quase que despercebidos atuando nas comunidades segregadas, sem que o governo democrático e popular faça algo para impedir a carnificina.

A Operação Big bang foi recebida como uma resposta do Governo à sociedade, mas que sociedade? A classe média? Os grupos conservadores e patrimonialistas, os acadêmicos contemplativos, os políticos em campanha que preferem o silêncio sobre nosso tumulo coletivo?

Diante de nossos apelos nenhuma resposta foi dada sobre a morte de Blul, Edvandro, Aurina, Diego, Ricardo, Djair e os mais de 1500 mortos na guerra racial baiana em 2008. O clima é de insegurança e promete piorar as instituições públicas. Escolheram preservar o patrimônio e a propriedade em detrimento da vida.

A nós, só resta o esforço militante de tomar as ruas: Pela vida, articulando as famílias das vitimas, as comunidades ameaçadas e as organizações que se importam. Queremos é ser ouvidos no "bagulho". Não adianta seminários e encontros sem perspectivas e autoridade de fazer mudanças...não adianta discursos evasivos que não mudam nada.

Pela vida , contra o racismo , pela verdadeira mudança !!!
Hamilton Borges Walê
Poeta, militante Negro Coveiro amador

“Diversidade cultural patrimônio comum da humanidade, educação pela comunicação para democratizar as oportunidades, a estrada é muito longa cheia de sinais, mas nunca apague o farol dos seus idéias”
Dj Branco.

CMA Hip Hop - Comunicação Militância e Atitude Hip-Hop
E-mail: cmahiphop@yahoo. com.br / cmahiphop@hotmail. com
Tel: 55-(71) 91510631 / DJ BRANCO
Salvador – Bahia - Brasil

Entrvista concedida ao hip hop AL pelo suspeito 1,2

21:48:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

Hip-Hop AL - Primeiramente porque suspeito 1.2?

S 1.2 MC’s: Desde quando a gente deu o nome de suspeito 1.2 pro grupo o povo pergunta...Por que suspeito 1,2?Muita gente pensa, ahh deve ser 2 mc’s então são dois suspeitos, outros já pensam, ahh os cara faz apologia a maconha, da 1,2 na bola, mais o significado não é esse.O nome suspeito 1,2 surgiu depois que o grupo todo foi abordado violentamente por um “grupinho” policial de Correntina q fica no extremo Oeste baiano, que pelo poder da farda dado a eles, se acham no direito de chegar batendo sem motivo e razão.O 1,2 significa na gíria do rap algo sagaz (ligeiro), e na noite do enquadro, o tal “grupinho” policial nos abordou jogando todos nossos pertences no chão, identidade, dinheiro, boné, carteira e etc, e no final do enquadro eles fizeram uma contagem regressiva pra gente sumir da frente deles, o “capitãozinho” quando começou a contagem no 1...2...ele num viu mais ninguém, a rapa já tinha dobrado a esquina correndo...Daí a gente ficou conhecido na cidade como, “aê véi se é suspeito é 1...2... corre vagabundo”.

Hip-Hop AL - De onde vcs são?

S 1.2 MC’s: O grupo reside atualmente em Salvador/BA.


...
Binho: Nasci em Correntina extremo oeste baiano e moro em Salvador há 1 ano e 2 meses.
;;;;

Fabão: Salvador

Hip-Hop AL - Quem são os componentes e desde quando existe o grupo?

S 1.2 MC’S: A formação atual é de Binho(Letra e voz), Fabão(Letra e voz) e DJ Dymenor.O grupo ta na caminhada desde 2003.A antiga formação era Binho, Charles, Bob, Enid, Katdog, HD e William.

Hip-Hop AL - Como se formou o grupo?

S 1.2 MC’S: A idéia de formar o grupo surgiu nos role, quando a rapa improvisava rimas nas ruas da cidade (Correntina) Interior da Bahia durante as seções de street, aê resolvemos começar a gravar as rima numas fita k-7 num quartinho nos fundo da casa de Bob.A primeira musica nossa foi a Suspeito até morrer, composição de Binho e Charles, e a primeira apresentação foi no dia 20 de novembro de 2003 na cidade de Santa Maria da Vitória, pra um público estimado em 4.000 pessoas.

Hip-Hop AL - Como vcs definem o Rap que vcs fazem?

Binho: Pô véi, o nosso som muitos cara intitula gangsta por a gente falar muito do crime ta ligado, já outros comentam “ pô mano o som é loko, tem um estilo bate cabeça com uma levada nervosa” mas sinceramente num gosto de limitar nosso estilo ta ligado, se os cara pergunta qual o estilo, eu respondo, véi é underground-gangstar, pois prefiro não limitar. Muitas vezes falo de crime, outras vezes falo das desigualdades, em alguns sons relato momentos de dificuldade pessoais mesmo, em outros já expresso revolta contra os próprios mc’s (Xerox) e a indústria fonográfica que nunca dá a devida atenção que o RAP em geral merece. Então o RAP tem várias vertentes nêgo, tem os parceiros que misturam a embolada do repente, uma parada bem regional mermo, já tem os que preferem a parada mais eletrônica, com beats e samplers, já pra nois a musicalidade é o que interessa.(mais nem todas, pois pra toda regra há exceção).



Hip-Hop AL - Qual a influencia do rap em suas vidas?

Binho: A influência é totalmente positiva, no rap consegui me expressar de uma forma que nunca antes me expressei, palavras, gestos, atitudes. Desde quando comecei a curtir rap, isso la na 6º série, comecei a enxergar as coisa de um modo mais crítico e ao mesmo tempo esperançoso, pois é isso que o RAP me passa, se eu tenho o dom de passar uma mensagem de protesto com o intuito de obter algo melhor lá na frente então eu vou seguir com isso até o fim, pois faço com amor, mas não busco as melhoras só por mim, pois eu creio que tenho uma missão, tal como um pastor guia suas ovelhas, nóis temos o objetivo de guiar quem nos escuta e quem ta na linha de frente com a gente. Mas como dizem uns parceiros nossos “ O rap não salva ninguém, pois só Jesus pode te salvar”, então, RAP pra mim significa União, Amizade, Prosperidade, Dignidade e Amor...

Hip-Hop AL - Como está o cenário rap e HH em geral na BA?

S 1.2 MC’S: O cenário do rap e hip hop baiano, só tende a crescer véi, muito grupo bom surgindo cada vez mais, de break, grafite e rap. Em muitas partes do estado podemos ver a evolução constante dos cara, as vezes me pego ouvindo um som e penso, “caraio que produção loka, rima consciente e inteligente” quando eu vejo, ó de onde são os maluco, hehe, pode crer que é da Bahia. Mais não somente na Bahia, em todo o nordeste, “ da ponta da Bahia até o fim do Maranhão” vejo que os parceiros tão se esforçando, mostrando que não é somente no eixo São Paulo e Rio que prevalece no cenário.
Num poderia deixar de falar do Norte também né, muito grupo bom por lá pode crer. Só uma coisa que nos deixa indignado com o movimento na Bahia, especialmente em Salvador, muitos grupos por estarem há mais tempo na caminhada se julgam os melhores, aí você já viu né, rola discussão, desavença e desunião, e com isso véi, acaba surgindo as descaradas panelinhas dos bam bam bam que por terem maiores contatos ou mais credibilidade nos eventos, esquecem de dar a merecida oportunidade de quem ta iniciando na caminhada.

Hip-Hop AL - Vocês tem um cd entitulado suspeito até morrer, comentem sobre o CD.

S 1.2 MC’S: Esse cd ai veio com intuito só de divulgar o som do grupo mesmo, a gente ta na gravação dessa demo ai desde 2003 véi, mó correria pra gravar os sons, muitas vezes a gente fazia os corre atrás de um patrô pra tentar gravar uma única música mas dava tudo errado.Agora no final de 2007 que a gente gravou as ultimas musicas da demo, que foram a Coisa de doido e Não sou artista, que nelas somaram com nóis os parceiros da nossa banca. Muitos sons sem a qualidade de estúdio, gravado na garra e na marra mesmo, essa foi nossa primeira produção. Tamo agora ai nos corre de gravar um novo cd, dessa vez com produção total do suspeito 1.2, com bases nossas, e participações de grupos de rap de vários estados do País.

Hip-Hop AL - Quais são as suas influencias musicais?

Binho: Pô minhas influências vem dos mais antigos CDs de MPB e Reggae até os mais novos Rapers.Curto muito 2 pac, nwa, wu tang clan, ice t, eminem, the game, de La gueto, Caetano Veloso, Chico Buarque, bob Marley, Peter tosh, mosiah, ponto de equilíbrio, Edson Gomes, racionais, mv Bill, rzo, snj, trilha sonora do gueto, gog, liberdade condicional, facção central, a286, e rapers locais aqui do nordeste.

Fabão: Realidade Cruel, 2 pac, wu tang clan, DMX, dr. Dree, jay-z, fat joe, Racionais Mc's, Dbs e a Quadrilha, Face da Morte, De Menos Crime, DMN,Conciência Humana, Sabotage, Faccção Central, SNJ, MV Bill, Ndee Naldinho, Atitude Feminina, Criolo Doido, Dexter, 509-E, GOG, Sistema Negro, Codigo Fatal, Visão de Rua, 9 Milimetros, APC 16, Expressão Ativa, RZO, Raciocínio Engatilhado, Banca E.B.S.Salvador: Realidade Sangrenta, Suspeito 1.2 Mcs, Depoimento criminal,3x4, R.B.F.S.A.N, PJC, Velório Negro, Tiro certo, Conexão Negra MC’s, OMF, Relatos do Beirú, Pivô do kaos, Etnia, Gotico, ORdem 387, Verbo de mALANDRO, cIDADE rAP, 157 Nervoso, Atitude Diferenciada, Exilado pelo Sistema, C.P.S, Proverbio Final, Aliados RV, Conceito Negro, Expresso Rima


Hip-Hop AL - Quanto a questão drogas/tráfico/crime que no Brasil inteiro destrói a Juventude, pra vocês qual a solução?

S 1.2 MC’S: Com certeza não são as soluções que os políticos tanto planejam que irão acabar com isso.Combater o crime com repressão não é a solução, nessas guerras anônimas que ocorrem diariamente em todo o país, muitos os que acordam cedo e que voltam tarde pra casa depois de um dia inteiro de trabalho acabam sendo mortos e dando ibope pra um jornal sensacionalista com decoração de puteiro. Um jovem loiro de olhos azuis de classe média alta morre na zona sul do rio de janeiro, noticiários do Brasil inteiro e até estrangeiros se sentem comovidos, mais no outro lado da moeda, diariamente centenas de negros, pobres, favelados ou periféricos são executados cruelmente, vitimas da violência rotineira.Uma realidade bem próxima aqui de nois, é Salvador, cidade com o maior percentual de jovens negros depois da África, onde em 4 meses mais de 600 homicidos foram contabilizados e em que quase 90% dos casos os alvos foram jovens negros e de periferias, podemos dizer que estamos sendo alvos de extermínio, genocídio, judeus em aushwitz?A verdade é que só vemos represálias contra a favela, não vemos nenhum investimento educacional e nem lazer pras comunidades, pra condições cada vez mais precárias, bandidos cada vez mais sanguinários, só que somente enxergam isso quando o parente de alguém importante morre assassinado ou volta pra casa sem o pedaço da orelha...qual a solução pra violência???concerteza nossos governantes não sabem.O que podemos fazer, é sonhar bem acordado com a paz, olhando pra esquerda e pra direita, não se envolver, fazer o certo e honrar nossa família.

Hip-Hop AL - Qual objetivo do grupo?

S 1.2 MC’S: Não é ter fama, nem ganhar dinheiro, claro que se um dia isso acontecer, será a conseqüência de um trabalho valorizado.Viemos ai pra mostrar nosso trampo, representar nosso glorioso e sofrido nordeste, mostrar que aqui também tem voz, atitude e competência de fazer o bagulho.Nossa missão é informar, alertar, protestar, criticar, e rimar.Suspeito 1.2, nascido do nada com um único objetivo...crescer...representar...sempre na humildade.

Hip-Hop AL - considerações finais...

Binho: Agradecimentos primorosos ao glorioso Senhor nosso DEUS, todos os meus familiares, amigos e a quem sempre me incentivou e que acredita em meu sonho, sem citar nomes pois num quero desmerecer ninguém, todos são importantes na minha caminhada...salve a todos os lugares que passei de GO até Alagoas, a todos os parceiros presentes na comunidade do Orkut, e pra quem acredita no Suspeito 1.2...Fazemos o som por vocês, tamujunto, lado a lado e muito obrigado rapa....
Fabio.:Agradecendo primeiramente a Deus, a todos os parceiros lado a lado,a minha família mesmo sem me apoiar no rap,a todos os amigos..

Hip-Hop AL - Deixem um salve...


S 1.2 MC’S: A todos do movimento, aos verdadeiros, que fazem pelo certo...a todas a favelas e periferias do Brasil, aos grupos que tão nos corre sempre acreditando no sonho de todo raper...a minha Bahia, meu Nordeste, meu interior e ao meu povo sofrido.

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Fonte: hiphop-al.blogspot.com

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Contatos:
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Site oficial - http://www.suspeito12mcs.tk/ (em construção)
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*Palcomp3(Download)-http://www.suspeito12mcs.palcomp3.com.br/
.....
*myspace - www.myspace.com/12mcs
.....
*bandas de garagem(Download) - www.bandasdegaragem.com.br/suspeito12mcs
.....
*Donwload das musicas - http://www.4shared.com/dir/6696735/dfe770c0/sharing.html
....
*Perfil do Grupo - http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2843663756882867734
....
* Comu Orkut - http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=12670605

Evolução Hip Hop no Pelô - Festa da Educadora FM

17:44:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

Evolução Hip Hop no Pelô - Festa da Educadora FM

Rádio a céu aberto no Pelô

Cultura Hip Hop será o tema da primeira edição do projeto Se é Bom a Gente Toca – EDUCADORA FM NO PELÔ

Um programa de rádio a céu aberto com shows ao vivo e programação inédita é a idéia do projeto Se é bom a gente toca, da Educadora FM. Em setembro, dia 26 (sexta-feira), a novidade chega ao Pelô numa parceria com o Programa Pelourinho Cultural (IPAC) - da Secretaria de Cultura da Bahia. O público poderá conferir de graça as atrações, no largo Tereza Batista, a partir das 19h.

Em sua primeira edição, o projeto vai apresentar o programa Evolução Hip Hop, com participação de BNegão - RJ, DJ Bandido e dos grupos Fúria Consciente, Atitude Diferenciada e Rapaziada da Baixa Fria – RBF. Os adeptos da cultura hip hop conferem ainda apresentações de dança de rua com batalha de breaks sob a coordenação do B.boy Ananias; pinturas de graffite em tempo real, com os artistas Lee 27, Marcos Costa e Afro; além de mostra de vídeos e stands com artigos de hiphop.

SERVIÇO:

O quê? EDUCADORA FM NO PELÔ – APRESENTA: EVOLUÇÃO HIPHOP

Quando? 26 de setembro de 2008 (sexta-feira), às 19h.

Onde? Largo Tereza Batista – Pelourinho – Salvador/BA

ENTRADA FRANCA !!!

Mais informações:

107.5 Educadora FM – (71) 3116-7407

E-mail: educadora@irdeb.ba.gov.br

Ascom – Pelourinho Cultural: (71) 3117-1509.

Daniela Lustosa
Assessora de Comunicação
PELOURINHO CULTURAL - IPAC
Secretaria de Cultura da Bahia - Secult
Contato: (71) 3117-1509/ (71) 9157-9717

E-mail: danielalustosa.ascom@gmail.com

Largo do Pelourinho, Nº 12 – Salvador / BA. CEP – 40025 - 280

Telefone: 3117–1509 / 3117-6452

CMA HIPHOP – (71) 9151-0631

E-mail: cmahiphop@yahoo.com.br


Fonte:
Assessoria Rap Nacional

A campanha continua… Versu2!

06:14:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

A campanha continua… Versu2!


Versu2

Versu2

Ai família, se liga, a Versu2 tá representando o rap no Festival da Educadora FM então você que nos apoia e curte o som da rapaziada, segue estes passos:

Entre no site
Clique para ouvir e votar na música
Digite no box branco: Pra fazer o que gosta
Clique no nome da música e depois em votar
Ao lado do botão enviar clique pra se cadastrar
Preencha os dados e mande enviar

Você vai receber um email para confirmar sua inscrição, ao receber este e-mail clique no link enviado.
Volte ao site para confirmar seu voto.
Digite no box branco: Pra fazer o que gosta
Clique no nome da música e depois em votar

Divulgue aos seus amigos e conhecidos.

O rap agradece.

Fonte: Positivoz

RAPE - Ritmo Amor Poesia e Enfrentamento

06:04:00, Posted by Dj Naldo, No Comment





Ritmo Amor Poesia e Enfrentamento

O rap instala um conflito na tradição sonora do país. Tanto em sua estrutura musical como na linguagem verbal a adoção de traços polêmicos torna pública a transformação ocorrida na postura da juventude negra, que assina sua própria representação, assumindo a tensão social como alternativa artística possível e urgente. Nega duplamente a cordialidade construída e sustentada pelo mito da democracia racial brasileira, herdando elementos do Black Power e agindo de forma a aproximar-se da concepção de Malcolm X e dos Panteras Negras, eleitos como modelos transgressivos.

Essa tensão não faz parte do cotidiano do negro brasileiro que, de forma geral, ainda vive o sonho do interacionismo, buscando se adequar na realidade nacional, intermediado pela ideologia do branqueamento que exige e sustenta sua imagem manemolente e cordial. Estereótipo que Frantz Fanon destaca ao comprovar que a presença de negros sorridentes em anedotas e peças publicitárias é uma exigência do branco colonizador. O mecanismo da cordialidade promove a “integração harmoniosa” do negro numa sociedade que lhe é adversa. Imagem e comportamento calcados na ausência de sinais de revolta.
A discussão das questões raciais alcançou um grande grau de elaboração no Brasil, porém ficou restrita a militantes que, na maior parte dos casos, deixam de pisar na lama da favela, ou à intelectualidade acadêmica. Enquanto população, o negro continua no hall da miséria e na sala da alienação. Na maioria dos casos, encontra-se integrado nos valores do outro e corresponde àquela alegria abordada por Fanon como mecanismo de preservação da espécie.
O rap inverte esta postura, elegendo o enfrentamento verbal violento como pulsão artística e social. Antes de ser local, o problema do negro é diaspórico, por isso a virulência do rap encontra-se mundializada. A exemplo do rock e do reggae, o rap tornou-se uma linguagem sem fronteiras. Extrapola os limites nacionais e adquire a “cor preta e pobre local” de cada sítio onde se instala. Logicamente, com essa abertura, comunidades não negras se apropriam do rap como protesto social, fruição estética ou mercadoria de consumo. No caso específico do contexto da negritude, articula universais como as reminiscências da transplantação violenta, a experiência da escravidão, o presente de miséria, a violência policial, o extermínio dos miseráveis, a discriminação racial e o racismo.

Para os interesses imediatos dos jovens afro-descendentes brasileiros, o rap é mais familiar que os romances eruditos ou as novelas televisivas. Há na postura dos rappers uma sisudez marcada pela ausência de sorrisos conciliadores e por uma rígida e agressiva gesticulação. Tranqüilidade, adequação e alegria são o que a sociedade brasileira ainda espera dos negros bons, mesmo em tempo de cotas. Na contramão desta expectativa, o rap estabelece, conscientemente, uma postura calcada em atitudes descolonizadas. As letras e a postura dos artistas do hip hop se fundem na tentativa de anulação das fronteiras entre a realidade e sua representação. Estetiza a consciência adquirida no contato diário como o “pesadelo periférico” de sua vizinhança pobre, preta e violenta. Instala um discurso que, se por um lado, se apresenta como fala do coletivo, por outro, centra-se no “negro drama” de cada um.
Na Bahia, também, elevam-se vozes não-cordiais que agridem frontalmente o mito da baianidade feliz desde e para sempre. Oferece uma imagem do negro oposta à veiculada em peças publicitárias para escamotear as mazelas e atrair turistas. O rap soteropolitano instala um “mau-cheiro” no jardim das musas perfumadas da axé-music.
Dedicado aos companheiros da Blackitude: Afrogueto, Elemento X, Quilombo Vivo, O Clan, Turbilhão Urbano, Independente de Rua, Ana Cristina Pereira, Ricardo Soares, Lucinha Black Power, Luíza Gata, e, especialmente, aos incríveis parceiros DJ Edilson, Dj Joe, Penga, Fábio Sanguessuga, Robson Sem Acordo e Rangel Santana, meu texto quer ser, apenas, o anúncio que o hip hop da Bahia prepara o bote da serpente de várias cabeças que cresceu na surdina enquanto o país só tem olhos para nos estereotipar, continuamente, como a versão negra da visão paradisíaca sensual inaugurada, aqui mesmo, pelo colonialismo de Pero Vaz de Caminha e seus quarenta ladrões.

Fonte: Overmundo

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22:00:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

13 de setembro de 2008 - Publipt- Ganhe dinheiro navegando!

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15:14:00, Posted by Dj Naldo, 2 Comments

12:52:00, Posted by Dj Naldo, No Comment



12:46:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

Aiyê: Movimento Hip-Hop em rede!


Aiyê: Movimento Hip-Hop em rede!

Em Yorubá, a palavra Aiyê significa mundo, terra. Sob essa inspiração, nasceu a Rede Aiyê, como um mundo particular dentro do universo cultural do Hip-Hop. Composta por mais de cem pessoas, entre militantes, simpatizantes e colaboradores do Movimento Hip-Hop de Salvador e de Lauro de Freitas, a organização existe desde 2001 com objetivo de contribuir com a valorização e o fortalecimento do Hip-Hop tanto nessas cidades, quanto na Bahia.

Movimento mundial, o Hip-Hop se organizou no estado em 1996, apesar da instabilidade que durou até o ano 2000, quando havia constantes crises e conflitos internos. No ano seguinte, o seminário “Movimento Hip-Hop de Salvador: Perspectivas e Obstáculos”, realizado na sede da Comissão de Justiça e Paz (CJP), possibilitou a articulação entre as duas cidades para a criação coletiva de compromissos que consolidassem a comunidade recém-estabelecida. A partir de então, os representantes passaram a se reunir semanalmente para discutir projetos em comum. A evolução dos encontros fortaleceu a identidade do grupo, resultando no nome atual.

Desde então, a Rede Aiyê tem desenvolvido ações em parceria com o poder público. No carnaval de 2005, promoveu atividades sócio-culturais contra o racismo e a violência junto com a Secretaria Municipal de Saúde. O movimento realizou seminários visando sensibilizar a prefeitura para a construção da Casa Rede Aiyê Hip-Hop, além de manter atuações em rádios comunitárias e realização de ações no presídio Lemos de Brito. Também estão entre as atividades da Rede os encontros estaduais e regionais, que propõem a reafirmação das identidades de raça e de gênero, além da valorização e fortalecimento do movimento Hip-Hop.

Atualmente, as atividades da Aiyê são sustentadas pelos Núcleos de Comunicação e de Mulheres. O primeiro está encarregado da elaboração do website da Rede, da produção de vídeos, da articulação com o Poder Público para a efetivação de políticas públicas e da elaboração de projetos. O Núcleo de Mulheres é responsável pela realização do curso de Inglês direcionado para a comunidade negra, além da elaboração de projetos para a formação profissional de mulheres em quaisquer dos quatro elementos do Hip-Hop break, MC, DJ e graffite.

Fonte: Rede Ayê Hip Hop Click Aqui


12:37:00, Posted by Dj Naldo, No Comment

DJs na Praça Castro Alves vão inaugurar nova cena no Carnaval de Salvador


o Hip Hop com seus MCs, grafiteiros e breakes, e a música eletrônica com sua diversidade de ritmos, entram oficialmente no Carnaval da Bahia. Em 2007, a festa mais democrática do planeta abre espaço para os dois movimentos que vêm ganhando força em Salvador, através de um projeto da Emtursa e Fundação Gregório de Mattos (FGM) para recuperação do Carnaval na Praça Castro Alves. A idéia do projeto Hip Hop + Música Eletrônica no Carnaval da Bahia para revitalizar a Praça do Poeta é fazer pulsar uma nova sonoridade no ambiente que até o final dos anos 90 era palco de dimensões grandiosas da folia baiana, como o encontro de trios que reunia foliões de blocos e “pipocas”.
Os grupos de Rap Quilombo Vivo e Afro Gueto e os DJs de Rap Bandido, Poeira, Leandro e Edílson são alguns nomes da grade de atrações do programa que vai rolar de quinta a terça-feira de Carnaval, a partir das 18h, em palco montado ao lado do Palácio dos Esportes. O projeto, que envolve 24 djs da cena local, terá a participação efetiva de comunidades da periferia de Salvador, onde vem se desenvolvendo a cultura Hip Hop. Os organizadores anunciam a apresentação de 75 rappers, dez grafiteiros que vão pintar o palco e seu entorno e dançarinos de break de onze bairros da cidade: Nordeste de Amaralina, São Caetano, Massaranduba, Boca do Rio, Engomadeira, Itinga, Itapoan, Cabula, Cosme de Farias e Lobato. A programação completa já está disponível no site da Emtursa: www.carnaval.salvador.ba.gov.br
“A iniciativa está abrindo espaço no Carnaval para a cultura popular, principalmente a que nasce nos bairros”, pontua Fernando Ferrero, presidente da Emtursa. “É com esta perspectiva de participação da comunidade que Hip Hop + Música Eletrônica no Carnaval da Bahia pretende se consolidar como espaço definitivo dentro da folia”, preconiza o professor Paulo Costa Lima, presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Para Edivaldo Bolagi, produtor cultural da FGM “ao buscar a retomada da Praça Castro Alves com esta sonoridade, estamos com um olhar para o futuro e dando um salto para a frente”, conclui.
“O Hip Hop na região de Salvador está passando por um excelente momento de amadurecimento profissional, produzindo e lançando discos, divulgando suas músicas e, ao mesmo tempo, dando oportunidades aos grupos emergentes”, comenta Juno Lima, curador do segmento de Hip Hop do projeto. “Podemos dizer que Salvador hoje, em termos de qualidade musical e diversidade de estilos de Rap, está muito bem representada e com reconhecimento nacional”, observa. Ele observa que o movimento Hip Hop avança distribuindo seus produtos através de uma malha de informação por todo o país e reunindo “uma galera que trabalha em rede”. Por tudo isso o curador aposta na iniciativa que já nasce com o destino de alcançar grandes públicos.
No palco, diante do “poeta dos escravos”, os cyber poetas do Hip Hop e os amantes da cultura clubber vão se encontrar bem na hora do pôr-do-sol, tendo a Baía de Todos os Santos como cenário. Cláudio Manoel, coordenador do Pragatecno convidado para fazer a curadoria do segmento de Música Eletrônica do projeto, diz que nas pick ups dos Djs, a programação vai começar com downtempo (um tipo de música com ritmo, mas desacelerada) e ao longo da noite os diversos segmentos da música eletrônica vão se revezar no palco da praça: house, drum and bass, black, rap, eletro, tecno, break e samba rock.
A iniciativa de realizar o projeto Hip Hop + Música Eletrônica vem consolidar uma tendência dos últimos carnavais da capital baiana, onde a cena carnavalesca (que se alimentava da produção dos afoxés, blocos afros, grupos de reggae, samba e axé) vem propondo novas formas organizadas e espontâneas de experimentação cultural. “Artistas de outras tendências passaram a utilizar o talento de DJs para dar um novo colorido às suas composições ou para fazer versões dançantes de seus sucessos, fato que já vem acontecendo nos últimos carnavais, onde DJs participam da festa não somente como acompanhantes de músicos e estrelas, mas como atração principal”, lembra Paulo Roberto um dos autores da idéia.
SERVIÇO
Evento: Hip Hop + Música Eletrônica no Carnaval da Bahia
Artistas: DJs de Rap Bandido, Poeira, Leandro e Edílson, além de outros 24 DJs de música eletrônica, que se revezarão nos seis dias de Carnaval; Grupos de Rap: Quilombo vivo, Afro Gueto, Hun, RBF, Simples Reportagem, Hera Negra, Shenzira e 4 Pretos; Dançarinos de Break: American Bahia Crew e Independentes de Rua Crew.
Local: Palco da Praça Castro Alves
Horários: de quinta a terça de Carnaval, a partir das 18h
Entrada franca


Assessoria de imprensa
Fundação Gregório de Mattos (Cássia Candra/9153-6004)
Emtursa (Rosalvo Jr./8163-8162)

Fonte: FGM- Fundação Gregório de Matos